Operação faz parte de investigação que apura homicídio de corretora desaparecida em dezembro de 2025
Equipes da Polícia Civil de Goiás cumpriram na manhã desta terça-feira (28) mandados de busca e apreensão em Catalão, em endereços relacionados a investigados no inquérito que apura a morte de Daiane Alves de Souza, de 43 anos, corretora de imóveis que estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025 e cujo corpo foi localizado em uma área de mata em Caldas Novas (GO).
Contexto da investigação
O cumprimento dos mandados integra as diligências da investigação sobre o caso que mobilizou equipes especializadas de polícia civil desde o desaparecimento de Daiane no final do ano passado. A operação teve início logo após a descoberta do corpo — encontrado em uma região de mata às margens da GO-213, entre Caldas Novas e Ipameri — e a prisão de suspeitos em Caldas Novas.
Autoridades informaram que os mandados se referem a imóveis vinculados ao síndico do condomínio onde a vítima morava e ao filho dele, ambos alvo de investigação por suspeita de envolvimento no homicídio. A polícia busca por elementos de prova complementares, como aparelhos eletrônicos e documentos, que possam ajudar a esclarecer as circunstâncias do caso e a responsabilização dos envolvidos.
Prisão de suspeitos e andamento do caso
Na madrugada desta quarta-feira, a Polícia Civil prendeu dois homens em Caldas Novas identificados como o síndico do condomínio e o filho dele, ambos suspeitos de participação no crime. Um terceiro homem, o porteiro do edifício, teria sido conduzido para prestar esclarecimentos às autoridades.
A investigação aponta que Daiane foi vista pela última vez em imagens de câmeras de segurança descendo ao subsolo do prédio, onde teria ocorrido o ataque antes de seu desaparecimento, e que houve tentativa de levar a vítima para outro local antes de seu corpo ser deixado em área de mata, conforme informações preliminares do inquérito.
Medidas investigativas em Catalão e próximos passos
Os mandados de busca e apreensão cumpridos em Catalão foram autorizados pela Justiça com base nas apurações já em curso. A Polícia Civil trabalha para coletar e analisar o material apreendido, que será encaminhado para perícia como parte da instrução policial.
O caso segue sob sigilo investigativo, e as autoridades não divulgaram detalhes sobre o conteúdo exato dos materiais apreendidos nem sobre novos desdobramentos.














