A defesa de Maicon Douglas Souza de Oliveira divulgou uma nota oficial à imprensa nesta quinta-feira (19/02), esclarecendo que ele não teve qualquer participação na morte da corretora Daiane Alves Souza, crime ocorrido em dezembro de 2025 em Caldas Novas, no sul de Goiás.
No comunicado, os advogados ressaltam que as suspeitas contra Maicon foram arquivadas após a conclusão das investigações policiais e que um conjunto de provas técnicas e testemunhais indicou sua inocência. Segundo a defesa, essas evidências — incluindo registros de ponto, extrações de conversas de aplicativos e laudos periciais de celulares — demonstram que Maicon não estava no local do crime no momento em que ele ocorreu.
O texto divulgado enfatiza que o investigado estava na cidade de Caldas Novas no dia dos fatos, conforme comprovado pela documentação analisada, e que isso reforça a tese de que ele não participou da dinâmica do crime. Os advogados também destacaram a importância do respeito ao devido processo legal e ao princípio da presunção de inocência, lembrando que investigar é função da polícia, enquanto julgar é prerrogativa do Judiciário.
Contexto da investigação
A correlação entre Maicon e o caso estava inicialmente ligada à investigação sobre a morte de Daiane Alves Souza, que estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025 e cujo corpo foi encontrado pela polícia dias depois em uma área de mata próxima à cidade. A situação ganhou grande repercussão nacional após a divulgação de vídeos e perícias que mostraram detalhes do crime, apontando Cléber Rosa de Oliveira, síndico do prédio onde a vítima morava, como autor do homicídio premeditado.
Embora Maicon tenha sido inicialmente detido como parte das investigações, em especial por envolvimento relacionado à manutenção de aparelhos eletrônicos e acesso a dados administrativos do condomínio, as autoridades concluíram que ele não participou diretamente da execução nem da ocultação do corpo de Daiane. A Polícia Civil de Goiás tem indicado que a participação dele se restringiu a questões administrativas posteriores ao crime, e não à ação criminosa em si — entendimento agora reforçado pelo arquivamento das suspeitas e pela nota da defesa.
A divulgação dessa posição oficial da defesa ocorre em meio à conclusão do inquérito policial, que confirmou que Cléber Rosa de Oliveira agiu sozinho no homicídio e reforçou a necessidade de separar conclusões técnicas das investigações da disseminação de conjecturas nos espaços públicos e redes sociais.













